Sou apenas mais um ser em milhares de milhões no mundo, mais um ser no meio de milhares de pessoas, mais um ser no meio da multidão que espera pelo comboio. Todos os dias vejo caras novas, caras desconhecidas e caras do quotidiano. Algumas enquanto esperam leem o jornal, outras ouvem musica através dos headphones alheios ao que os rodeia, outros aproveitam para por a leitura em dia e outros que aproveitam para terminar alguns negócios que ficaram pendentes.

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Imagem: bigstockphoto.com

De repente dou por mim a perguntar a que grupo pertencerei eu? Serei tão comum assim que não me destaco em nenhum aspecto? Aquelas pessoas parecem tão mais brilhantes que eu, determinadas, decididas… parece que todas caminham com um objectivo certo. Será que todos eles sabem alcança-lo da melhor forma? Será que sabem qual é a melhor forma? Será que vão conseguir o que pretendem?

Qual será o segredo?

Todos os dias ouvimos falar que temos de ser mais competitivos, mais produtivos, que temos que fazer mais e melhor em menos tempo. Então me pergunto o que posso fazer eu para ser mais produtiva?  Todo o mundo dá dicas de como atingir os objectivos, mas ninguém diz como! Será que não sabem? Será que todo o mundo sabe quais são os ingredientes, mas não sabe a receita? Será assim tão difícil descobri-la e implementa-la na nossa vida?

Ou será que o problema sou eu e mais ninguém partilha estas interrogações?

A Decisão

Assim decidi partir à descoberta, de livros, de experiências, de opiniões onde anseio encontrar uma resposta ou quem sabe criar uma. Regularmente virei aqui partilhar convosco o decorrer da minha descoberta, e espero sinceramente que vocês façam o mesmo.

Quem sabe algum de vocês não terá a receita!  😉

Parte 1 -“Quem mexeu no meu queijo”

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Como primeiro passo decidi ir em busca de livros que indicassem qual o melhor caminho a seguir para iniciar esta experiência e encontrei um fantástico “Quem comeu o meu queijo“, é uma metáfora encantadora que nos deixa presos às personagens e à sua história. Este livro é dividido em três partes, como é referido no mesmo, “A reunião”, “A história” e por fim “Um debate”. Ao longo da minha leitura vou contar-vos um pouquinho deste enredo maravilhoso e partilhar convosco as minhas opiniões, lições, perguntas enfim…

Há sempre pessoas que não largam os ténis porque sabem que o queijo pode acabar

Este livro de Spencer Johnson relata a historia de quatro personagens dois ratos e dois duendes que corriam para encontrar o queijo, o alimento que os fazia feliz. Estas personagens eram muito diferentes, os ratos tinham “cérebros simples de roedores” e os duendes “usavam os seus cérebros, cheios de crenças”. Todos os dias as quatro personagens “calçavam os ténis” e entravam num labirinto à procura do seu queijo. Cada um deles usou os seus instintos mais apurados como os ratos fizeram com o seu faro ou os duendes com a sua inteligência e por fim todos eles encontram o tal desejado queijo. Uma pirâmide enorme de queijo que parecia nunca mais ter fim. Então os duendes se acomodaram, foram viver para mais perto da sua pirâmide e gozaram a mesma enquanto os ratinhos continuavam a sua busca.

O queijo pode ser interpretado como o objectivo de qualquer um de nós, neste caso o de descobrir a receita para a produtividade e o labirinto o lugar ou as coisas em que perdemos tempo para o tentar alcançar. É muito engraçado saber como os duendes usavam a sua sabedoria para encontrar o que procuravam mas os seus pensamentos eram continuamente confusos com os seus sentimentos. E a verdade é que isso acontece connosco também não é? Quantas vezes não nos é dificil avaliar uma determinada situação só porque estamos demasiado envolvidos e não somos capazes de nos distanciar o suficiente sem que as nossas decisões sejam tomadas com base na emoção? E o mais interessante foi o facto de nunca ninguém lhes ter dito nada e os duendes quando encontram o queijo acharem que a sua busca tinha chegado ao fim, que já possuíam tudo aquilo que pretendiam, enquanto os ratinhos continuaram na procura de mais queijo, continuaram com o meio para atingir o fim.

Porque será que os duendes inicialmente usaram a sua inteligência, a sua sabedoria para delinear planos e estratégias tornando a tarefa mais fácil e depois se acomodaram, e não usaram essa mesma habilidade para prever o que estaria para vir?

E voces teriam a capacidade e a distancia necessária da situação para prever o previsivel? Eu não sei se teria.

Até ao próximo capitulo,

CR